quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Acessibilidade



EDUCAÇÃO ESPECIAL X EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Fonte: Google Imagens


A educação especial e inclusiva assim como a inclusão digital são assuntos que atualmente geral discussão e muito estudo.

A Educação Especial caracteriza-se pelo atendimento e educação a pessoas com deficiência e transtornos globais de desenvolvimento em instituições especializadas, onde são estruturadas físicas, pedagogicamente e especificamente e exclusivamente a alunos com determinadas necessidades especiais. Os profissionais são especializados e atuam para garantir o melhor atendimento.

A educação Inclusiva caracteriza-se pela participação de todos os estudantes, especiais ou não, em estabelecimentos de ensino regular. Há uma adequação no ensino e estrutura para tender as adversidades de seus alunos. “É uma abordagem humanística, democrática que percebe o sujeito e suas singularidades tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.”1

A implantação desse projeto de inserção de alunos especiais em escolar regular deve ser olhada e analisa com atenção. A escola deve dar suporte, principalmente, pedagógico e estrutural, inseri-los só pra dizer que a inclusão está acontecendo é lamentável.

Para finalizar gostaria de citar (NORONHA) que fala sobre o preconceito ao que é diferente:
“Apesar de todo o discurso que cerca a educação especial e inclusiva, continuamos homogeneizando comportamentos e culturas, estamos presos nas amarras de velhos paradigmas que nos remete ao preconceito em relação ao que é diferente. A discussão sobre as diferenças demanda uma concepção de igualdade para que se possa pensar no eu e no outro na sociedade. E, para efetivar as possibilidades para uma educação inclusiva é preciso se ressignificar enquanto pessoa rompendo barreiras.”1


1 NORONHA, Eliane Gonçalves; PINTO, Cibele Lemes. EDUCAÇÃO ESPECIAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: APROXIMAÇÕES E CONVERGÊNCIAS. Disponível em:< http://www.catolicaonline.com.br/semanapedagogia/trabalhos_completos/EDUCA%C3%87%C3%83O%20ESPECIAL%20E%20EDUCA%C



Abaixo lista com links do documentário "As Borboletas de Zagorsk" produzido pela BBC no ano de 1992 sobre os trabalhos desenvolvidos em escola russa com crianças cegas e surdas baseadas em estudos de Lev Vygotsk:



Link 1:http://youtu.be/DRFBy6qRQlM 
Link 1: http://youtu.be/_DGd3IuZUN4 
Link 1: http://youtu.be/AbkdsoqqLAY  
Link 1: http://youtu.be/6jltVhvrzRU 
Link 1: http://youtu.be/se28aCpypa4  
Link 1: http://youtu.be/t-HOzPYES8Q 



O professor convive numa sala cheia de diferenças, nenhuma educando é igual a outro, cada um tem suas características e individualidades e avançam de acordo com ritmo de cada um.

Levy Vygotsky propõe a existência de dois níveis de desenvolvimento infantil:
"O nível de desenvolvimento real caracteriza o desenvolvimento mental retrospectivamente, enquanto a zona de desenvolvimento proximal caracteriza o desenvolvimento mental prospectivamente." (Lev Vygotsky no livro A Formação Social da Mente: O Desenvolvimento dos Processos Psicológicos Superiores)

O primeiro nível chamado de real está ligado a habilidades e conhecimento já adquiridos da criança e que tem a capacidade de aprender sozinha. O segundo nível chamado de promixal a criança alcançar o conhecimento com a ajuda do colega ou professor, há uma distância entre o que já se sabe e o que se pode saber com alguma ajuda.

Levy defendia a convivência de alunos com nível diferente de aprendizagem, aquele mais adiantado com o que precisa de apoio para desenvolver seu conhecimento. Onde, a realização de trabalhos em grupo poderiam ajudar no aprendizado de ambos, pois, o que precisa de apoio se esforçaria para avançar de acordo com o colega que o ajuda e chegará a um ponto que conseguirá resolver sozinho. Por sua vez o outro ganhará mais conhecimento e percepção aperfeiçoando seus aprendizado ao ensinar o colega.

Para o Vygotsky nesta mistura todos saem ganhando, até mesmo o professor que já não é o único detentor do saber mais um mediador, pesquisador.

Esse conceito no revela que a criança tem sim potencial de realizar sozinha atividades não realizadas anteriormente e que deficiência sozinha não impedi o desenvolvimento, mas sim as mediações estabelecidas, a forma como o problema é lidado, impedindo as relações de trocas significativas que contribuem para o desenvolvimento do indivíduo.

"O efeito do déficit/defeito na personalidade e na constituição psicológica da criança é secundário porque as crianças não sentem diretamente seu estado de handicap. As causas primárias, a sua dita forma especial de desenvolvimento são as limitadas restrições colocadas na criança pela sociedade. É a realização sociopsicológica das possibilidades da criança que decide o destino da personalidade, não o déficit em si".(Lev Vygotsky)

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário