EDUCAÇÃO ESPECIAL X EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Fonte: Google Imagens
A educação especial e inclusiva assim como a
inclusão digital são assuntos que atualmente geral discussão e muito estudo.
A Educação Especial caracteriza-se pelo atendimento
e educação a pessoas com deficiência e transtornos globais de desenvolvimento
em instituições especializadas, onde são estruturadas físicas, pedagogicamente
e especificamente e exclusivamente a alunos com determinadas necessidades
especiais. Os profissionais são especializados e atuam para garantir o melhor
atendimento.
A educação Inclusiva caracteriza-se pela participação
de todos os estudantes, especiais ou não, em estabelecimentos de ensino
regular. Há uma adequação no ensino e estrutura para tender as adversidades de
seus alunos. “É uma abordagem humanística, democrática que percebe o sujeito e
suas singularidades tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e
a inserção social de todos.”1
A implantação desse projeto de inserção de alunos
especiais em escolar regular deve ser olhada e analisa com atenção. A escola
deve dar suporte, principalmente, pedagógico e estrutural, inseri-los só pra
dizer que a inclusão está acontecendo é lamentável.
Para finalizar gostaria de citar (NORONHA) que fala
sobre o preconceito ao que é diferente:
“Apesar de todo o discurso que cerca a educação
especial e inclusiva, continuamos homogeneizando comportamentos e culturas,
estamos presos nas amarras de velhos paradigmas que nos remete ao preconceito
em relação ao que é diferente. A discussão sobre as diferenças demanda uma
concepção de igualdade para que se possa pensar no eu e no outro na sociedade.
E, para efetivar as possibilidades para uma educação inclusiva é preciso se
ressignificar enquanto pessoa rompendo barreiras.”1
1 NORONHA, Eliane Gonçalves; PINTO,
Cibele Lemes. EDUCAÇÃO ESPECIAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: APROXIMAÇÕES E
CONVERGÊNCIAS. Disponível em:< http://www.catolicaonline.com.br/semanapedagogia/trabalhos_completos/EDUCA%C3%87%C3%83O%20ESPECIAL%20E%20EDUCA%C
Link 1:http://youtu.be/DRFBy6qRQlM
Link 1: http://youtu.be/_DGd3IuZUN4
Link 1: http://youtu.be/AbkdsoqqLAY
Link 1: http://youtu.be/6jltVhvrzRU
Link 1: http://youtu.be/se28aCpypa4
Link 1: http://youtu.be/t-HOzPYES8Q
Abaixo lista com links do documentário "As Borboletas de Zagorsk" produzido pela BBC no ano de 1992 sobre os trabalhos desenvolvidos em escola russa com crianças cegas e surdas baseadas em estudos de Lev Vygotsk:
Link 1:http://youtu.be/DRFBy6qRQlM
Link 1: http://youtu.be/_DGd3IuZUN4
Link 1: http://youtu.be/AbkdsoqqLAY
Link 1: http://youtu.be/6jltVhvrzRU
Link 1: http://youtu.be/se28aCpypa4
Link 1: http://youtu.be/t-HOzPYES8Q
O
professor convive numa sala cheia de diferenças, nenhuma educando é igual a
outro, cada um tem suas características e individualidades e avançam de acordo
com ritmo de cada um.
Levy
Vygotsky propõe a existência de dois níveis de desenvolvimento infantil:
"O nível de
desenvolvimento real caracteriza o desenvolvimento mental retrospectivamente,
enquanto a zona de desenvolvimento proximal caracteriza o desenvolvimento
mental prospectivamente."
(Lev
Vygotsky no livro A Formação
Social da Mente: O Desenvolvimento dos Processos Psicológicos Superiores)
O
primeiro nível chamado de real está ligado a habilidades e conhecimento já
adquiridos da criança e que tem a capacidade de aprender sozinha. O segundo
nível chamado de promixal a criança alcançar o conhecimento com a ajuda do
colega ou professor, há uma distância entre o que já se sabe e o que se pode
saber com alguma ajuda.
Levy
defendia a convivência de alunos com nível diferente de aprendizagem, aquele
mais adiantado com o que precisa de apoio para desenvolver seu conhecimento.
Onde, a realização de trabalhos em grupo poderiam ajudar no aprendizado de
ambos, pois, o que precisa de apoio se esforçaria para avançar de acordo com o
colega que o ajuda e chegará a um ponto que conseguirá resolver sozinho. Por
sua vez o outro ganhará mais conhecimento e percepção aperfeiçoando seus
aprendizado ao ensinar o colega.
Para
o Vygotsky nesta mistura todos saem ganhando, até mesmo o professor que já não
é o único detentor do saber mais um mediador, pesquisador.
Esse
conceito no revela que a criança tem sim potencial de realizar sozinha
atividades não realizadas anteriormente e que deficiência sozinha não impedi o
desenvolvimento, mas sim as mediações estabelecidas, a forma como o problema é
lidado, impedindo as relações de trocas significativas que contribuem para o
desenvolvimento do indivíduo.
"O efeito do déficit/defeito na
personalidade e na constituição psicológica da criança é secundário porque as
crianças não sentem diretamente seu estado de handicap. As causas primárias, a
sua dita forma especial de desenvolvimento são as limitadas restrições
colocadas na criança pela sociedade. É a realização sociopsicológica das
possibilidades da criança que decide o destino da personalidade, não o déficit
em si".(Lev Vygotsky)
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